Academia MASP
Cases de aplicação

Problema crônico não escolhe setor.

Onde existe processo e indicador, o MASP resolve — desperdício na produção, parada de máquina, retrabalho, atraso de entrega, fila, glosa. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com seu Relatório MASP fechado.

S
Case detalhado · Sustentabilidade · MP-2026-008

Redução da Geração de Resíduos de Obra no Empreendimento Residencial Vista Serra

Sustentabilidade — Gestão de Resíduos de Obra · Fev/2026 – Jul/2026

P

Planejar

A medição no Genba derrubou a hipótese de “desperdício por indisciplina”: 79% do entulho nascia de três falhas de método — pedido por estimativa, corte sem paginação e gesso fora da espessura.

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A torre 2 do Residencial Vista Serra (14.500 m², 20 meses de cronograma) gerava 0,182 m³ de resíduo por m² construído, 52% acima da boa prática do setor, descartando 1.240 m³ por trimestre a R$ 96/m³. Como líder, abri o MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) com meta de 0,13 m³/m² até 31/07/2026 e comecei corrigindo a régua: havia 18% de divergência entre volume declarado e real, então padronizamos o enchimento das caçambas e a conferência fotográfica antes da baseline. A estratificação apontou argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso somando 79% do volume, e a observação no Genba comprovou com medição as três causas — pedido por estimativa (14 masseiras endurecidas num dia), corte sem paginação (22% de recorte em 240 peças) e gesso a 9 mm contra 5 mm de projeto — descartando com dados a tese da indisciplina. O 5W2H fechou 7 contramedidas por R$ 38.200 dos R$ 45 mil.

Onde nasce o entulho: categorias de resíduo no trimestredados do case
100%75%50%25%0%34%27%18%12%9%acum.Argamassa e concretoCerâmica e alvenariaGessoMadeira de formaOutros
Dos 1.240 m³ descartados no trimestre medido, argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso somam 79% do volume (980 m³): as três categorias das causas comprovadas no Genba, onde o plano concentra o bloqueio.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual problema foi escolhido — e por que ele, e não outro?

Escolhi a geração de resíduos da torre 2 porque era, ao mesmo tempo, a maior perda operacional do canteiro — cerca de R$ 119 mil por trimestre só em caçamba, transporte e destinação, sem contar o material comprado que virava entulho — e a maior ameaça ao Compromisso ESG 2028 do grupo, que exige reduzir em 30% o resíduo por m² das obras. Na priorização com a Diretoria de Engenharia, esse problema venceu por unir custo recorrente, meta corporativa em risco e solução ao alcance da equipe do próprio canteiro.

P2 Qual é o indicador do problema — e qual a baseline e a perda que ele causa hoje?

O item de controle é o volume de resíduo por área construída (m³/m²), apurado pelos romaneios de caçamba. A baseline de jun/2025 a jan/2026 é de 0,182 m³/m², oscilando entre 0,178 e 0,190 — patamar alto e estável, 52% acima da boa prática do setor (0,12). A perda: 1.240 m³ descartados no trimestre a R$ 96/m³, cerca de R$ 119 mil por trimestre, mais o custo do material comprado que virou entulho. Antes de fechar a baseline, corrigi a régua: a medição direta mostrou 18% de divergência entre o volume declarado e o real, e padronizamos o enchimento das caçambas e a conferência fotográfica.

P3 Qual é a meta do projeto? (objetivo + valor + prazo)

Reduzir a geração de resíduos da torre 2 do Vista Serra de 0,182 para 0,13 m³ por m² construído — queda de 28% — até 31/07/2026, sem atrasar o cronograma de 20 meses da obra e com orçamento aprovado de R$ 45 mil.

P4 Onde, quando e como o problema aparece? (estratificação)

Estratifiquei os 1.240 m³ do trimestre por categoria de resíduo, processo gerador e pavimento. Três categorias concentravam 79% do volume: argamassa/concreto (422 m³, 34%), cerâmica/alvenaria (335 m³, 27%) e gesso (223 m³, 18%). O apontamento por pavimento — que não existia e foi criado no projeto — mostrou o desperdício se repetindo em todos os pavimentos, em todas as equipes: um forte indício de falha de método, não de pessoas.

P5 O problema foi observado no local (Genba), com folha de verificação e fotos?

Sim, e foi no Genba que o problema virou número. No pavimento 6, contamos 14 masseiras de argamassa (cerca de 1,1 m³) endurecidas num único dia porque o pedido superava o quantitativo real. No pavimento 7, medimos 240 peças de cerâmica: 22% viravam recorte sem aproveitamento pelo corte começar no canto, sem plano. E em 60 pontos de gesso medidos, a espessura média deu 9 mm contra 5 mm de projeto. Tudo com folha de verificação, foto e data — evidência, não opinião.

P6 Que padrões a observação revelou — e qual é o problema focalizado?

A observação revelou que o entulho nascia sempre dos mesmos três modos de falha, em qualquer equipe e qualquer pavimento: argamassa pedida por estimativa e sobrando, cerâmica cortada sem paginação e gesso aplicado acima da espessura. O problema focalizado: geração de resíduo nas três categorias que somam 79% do volume — argamassa/concreto, cerâmica/alvenaria e gesso — por falha de método nos processos de pedido, corte e aplicação.

P7 Quais causas prováveis foram levantadas para o problema focalizado?

O Ishikawa, construído em workshop com mestres e empreiteiros em 08/04, levantou: pedido de argamassa por estimativa do mestre, corte de cerâmica começando pelo canto sem plano, gesso sem controle de espessura, argamassa ensacada que endurece após o preparo, equipes sem treino em paginação, empreiteiro pago por produção sem meta de resíduo, masseiras sem controle de traço, nenhum apontamento de resíduo por pavimento e baias de segregação distantes e insuficientes.

P8 Como as hipóteses foram testadas com dados — e quais foram descartadas?

Testei as hipóteses com medição no canteiro. “Indisciplina/falta de treino das equipes”: o desperdício se repetia igual em todas as equipes e pavimentos, inclusive nas mais experientes — descartada como causa fundamental; o padrão é que estava errado. “Masseiras sem controle de traço”: a conferência mostrou traço dentro do especificado — descartada. “Baias distantes”: afetavam a segregação e o custo de destinação, mas não a geração — reposicionada como ação complementar. Sobreviveram aos dados as três hipóteses de método, comprovadas com os números do Genba.

P9 Qual é a causa raiz comprovada — e qual a evidência?

Três causas fundamentais comprovadas com medição: o pedido de argamassa por estimativa (14 masseiras, cerca de 1,1 m³, endurecidas num único dia no pavimento 6 porque o pedido superou o quantitativo real), o corte de cerâmica sem plano de paginação (22% de 240 peças medidas no pavimento 7 virando recorte sem aproveitamento) e o gesso aplicado acima do projeto (média de 9 mm em 60 pontos, contra 5 mm especificados). Juntas, respondem por 79% do volume do Pareto — 980 dos 1.240 m³ do trimestre.

P10 Quais contramedidas foram planejadas pra bloquear a causa raiz? (5W2H)

O plano 5W2H detalhou 7 contramedidas por R$ 38.200 dos R$ 45 mil, cada uma bloqueando uma causa comprovada: argamassa estabilizada de 36h dosada em central com pedido por quantitativo de paginação (bloqueia o pedido por estimativa), paginação de alvenaria e cerâmica no projeto executivo (bloqueia o corte sem plano), taliscamento e conferência de espessura de gesso (bloqueia a sobre-espessura) e kit de material por pavimento com caçamba dedicada e apontamento (dá régua e rastreabilidade). A usina de britagem foi adiada por alto investimento e a venda de resíduo misto descartada — não reduz a geração e atacava só 9% do volume.

P11 Quem faz o quê, até quando — e quais riscos e efeitos colaterais foram avaliados?

Cada ação com dono e prazo: Juliana Prates (Suprimentos) na argamassa estabilizada e no pedido por quantitativo, eu (Camila Nogueira) na paginação executiva, Felipe Andrade (mestre de obras) no taliscamento do gesso e Vanessa Cardoso (Qualidade e Meio Ambiente) nos kits por pavimento com apontamento. Riscos e efeitos colaterais avaliados: atraso de cronograma — bloqueado com piloto em 3 pavimentos (8 a 10) antes de expandir — e dependência de terceiros: o controle de gesso só entra com a alvenaria liberada no prumo, e a meta de resíduo nos contratos exigia renegociação com os empreiteiros, ambas programadas no cronograma. Patrocínio de Eduardo Vilaça (Diretoria de Engenharia), com apoio de Renata Sales, gerente da obra.

D

Executar

Equipes treinadas antes, piloto nos pavimentos 8 a 10 e dois desvios tratados no percurso: a geração caiu em degraus até a média de 0,128 m³/m².

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Entre 04/05 e 12/06/2026 rodamos o piloto nos pavimentos 8 a 10, com critério de sucesso de geração ≤ 0,135 m³/m². Antes da virada, as equipes de vedação e revestimento foram treinadas no pedido por quantitativo, na paginação e no taliscamento, com registro de presença — mestres e empreiteiros já tinham participado do workshop de causas de 08/04. A argamassa estabilizada dosada em central substituiu o preparo por estimativa, a paginação passou a comandar os pedidos, o taliscamento passou a conferir o gesso e cada pavimento ganhou kit de material e caçamba dedicada com apontamento. Dois desvios do plano foram tratados: o controle de gesso só entrou com a alvenaria liberada no prumo, e a meta de resíduo nos contratos exigiu renegociação ao longo do piloto. O resultado veio em degraus — 0,133, 0,128 e 0,124 — e só depois do terceiro pavimento expandimos o pacote.

Como o líder respondeu as perguntas da fase

D1 Como o plano foi executado — o que foi feito, e quando?

As 7 contramedidas do 5W2H foram executadas por R$ 38.200 dos R$ 45 mil orçados: argamassa estabilizada de 36h em central com pedido por quantitativo (Juliana Prates), paginação executiva de alvenaria e cerâmica (comigo), taliscamento e conferência de gesso (Felipe Andrade) e kits por pavimento com caçamba dedicada e apontamento (Vanessa Cardoso). O piloto rodou nos pavimentos 8 a 10, de 04/05 a 12/06/2026, e o resultado veio em degraus conforme as equipes dominavam o método: 0,133 no pavimento 8, 0,128 no 9 e 0,124 no 10.

D2 Como o time foi comunicado e treinado antes da execução?

Antes da virada, treinei com os donos das ações as equipes de vedação e revestimento dos pavimentos do piloto no pedido por quantitativo, na paginação e no taliscamento, com registro de presença assinado. Mestres e empreiteiros já tinham construído o Ishikawa no workshop de 08/04 — o que fez a mudança chegar como solução deles, não como ordem de cima. A rotina diária do canteiro comunicou cada etapa, com o indicador exposto no quadro de gestão à vista.

D3 Quais desvios do plano ocorreram — e o que foi feito com eles?

Dois desvios, ambos tratados sem comprometer o bloqueio: o controle de espessura de gesso só podia entrar quando a alvenaria de cada pavimento fosse liberada no prumo, então começou depois das demais ações, na sequência natural da obra; e a meta de resíduo nos contratos dos empreiteiros exigiu renegociação, entrando ao longo do piloto. Registrei também duas ideias conscientemente não executadas: a usina de britagem (alto investimento) e a venda de resíduo misto (não reduz a geração) — decisões documentadas no relatório.

D4 Quais evidências documentam a execução?

A execução está registrada nos romaneios com conferência fotográfica das caçambas, na folha de verificação de sobra de argamassa por pavimento, nos CTRs (Controles de Transporte de Resíduos) de destinação e no apontamento da caçamba dedicada por pavimento. Fotos de antes e depois das baias de segregação e dos pavimentos do piloto, mais as listas de treinamento assinadas, completam a evidência.

C

Checar

Na mesma régua da baseline: 12 semanas entre 0,121 e 0,133 m³/m², consolidado de 0,125 — meta superada e nenhum retorno ao patamar de 0,182.

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A verificação usou o mesmo item de controle e a mesma forma de medir da baseline: m³ de caçamba por m² executado, semana a semana, com a conferência fotográfica que corrigiu a régua no início do projeto. Nas 12 semanas entre o início do piloto e a entrega do processo (S19 a S30), a geração ficou entre 0,121 e 0,133 m³/m², sem nenhum retorno ao patamar de 0,182, consolidando 0,125 — queda de 31% contra os 28% da meta, com os últimos pontos em 0,121–0,122. O bloqueio se provou no detalhe: a queda veio exatamente nas três categorias das causas comprovadas e acompanhou a entrada das ações pavimento a pavimento. O ganho é de cerca de R$ 610 mil/ano — R$ 461 mil em material que deixou de virar entulho e R$ 149 mil em caçamba, transporte e destinação —, com auditoria do Financeiro prevista para jan/2027. O cronograma não atrasou e o custo fechou em R$ 38.200.

Geração de resíduos: antes × depois do bloqueiodados do case
0,2 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²meta · 0,1 m³/m²0,2 m³/m²0,1 m³/m²baseline (jun/25–jan/26)piloto (pavimentos 8–10)
Verificação na mesma régua da baseline: no piloto dos pavimentos 8 a 10, a geração caiu de 0,182 para média de 0,128 m³/m², abaixo do critério de sucesso de 0,135 e já abaixo da meta de 0,13.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Comparando antes × depois na mesma régua: qual foi o resultado?

Comparei antes × depois na mesma régua: mesmo indicador (m³/m²), mesma medição por romaneio com conferência fotográfica. Nas 12 semanas após o início do piloto (S19 a S30), a geração ficou entre 0,121 e 0,133 m³/m², com consolidado de 0,125 contra a baseline de 0,182 — e os últimos pontos em 0,121–0,122, sem nenhuma semana de retorno ao patamar antigo.

C2 A meta foi atingida — ou quanto dela? Qual o ganho, inclusive em R$?

A meta era cair 28% (para 0,13) e o processo caiu 31% (para 0,125): meta atingida e superada. O ganho anual é de cerca de R$ 610 mil — R$ 461 mil em material que deixou de virar entulho e R$ 149 mil em caçamba, transporte e destinação (≈ 1.550 m³/ano evitados a R$ 96/m³) —, com auditoria do Financeiro prevista para jan/2027. O custo do projeto fechou em R$ 38.200, dentro dos R$ 45 mil aprovados.

C3 O bloqueio foi efetivo — o problema parou de recorrer?

O bloqueio foi efetivo e a anomalia não recorreu: a queda apareceu exatamente nas três categorias atacadas (argamassa/concreto, cerâmica e gesso, 79% do volume), acompanhou a entrada das ações pavimento a pavimento e se sustentou por 12 semanas seguidas sem nenhum ponto de volta ao patamar de 0,182. As masseiras endurecidas e os recortes sem aproveitamento sumiram das folhas de verificação. Não houve necessidade de voltar à Observação — as causas estavam certas.

C4 Houve efeitos secundários, positivos ou negativos?

Nenhum efeito secundário negativo: o cronograma de 20 meses foi mantido e não houve retrabalho de qualidade nos revestimentos. Positivos, dois: a segregação nas baias melhorou com a caçamba dedicada por pavimento — facilitando a destinação com CTR — e o apontamento por pavimento, criado para o projeto, virou ferramenta permanente de gestão do canteiro, dando visibilidade que antes não existia.

A

Agir

Quatro POPs no Plano da Qualidade, OJT com registro, carta de controle semanal com dona definida e replicação na torre 3 e no Parque das Águas.

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Para o resultado não escorregar de volta, o novo método virou padrão no Plano da Qualidade da Obra: POP (Procedimento Operacional Padrão) do pedido por quantitativo de paginação — com o pedido por estimativa bloqueado no fluxo de Suprimentos —, POP da argamassa estabilizada em silo com validade de 36h, POP de taliscamento e conferência de gesso e POP do kit por pavimento com caçamba dedicada. As equipes foram treinadas nos padrões por OJT (On the Job Training, treinamento no posto de trabalho), com registro. O item de controle m³/m² segue em carta de controle semanal (linha central 0,127, limites 0,145 e 0,110), nas mãos de Renata Sales, gerente da obra, com plano de reação de 4 gatilhos e contenção em 24h. As lições foram para o book de melhoria do grupo, a torre 3 nasce com o pacote completo, o Parque das Águas recebe a replicação em set/2026 — e o próximo giro mira a madeira de forma.

Carta de controle: m³/m² após o bloqueiodados do case
0,2 m³/m²0,1 m³/m²0,1 m³/m²0 m³/m²0 m³/m²limite de reação · 0,1 m³/m²limite inferior · 0,1 m³/m²média · 0,1 m³/m²S19S20S21S22S23S24S25S26S27S28S29S30
Nas 12 semanas entre o início do piloto e a entrega do processo (S19 a S30), a geração se manteve entre 0,121 e 0,133 m³/m², dentro dos limites da carta (linha central 0,127, limites 0,145 e 0,110) — sem recorrência do patamar antigo.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

A1 Qual POP foi criado ou revisado — e o que exatamente mudou nele?

Quatro POPs (Procedimentos Operacionais Padrão) entraram no Plano da Qualidade da Obra: pedido por quantitativo de paginação — a mudança mais dura: o pedido por estimativa foi bloqueado no próprio fluxo de Suprimentos, não dá mais para pedir sem quantitativo —, uso da argamassa estabilizada em silo com validade de 36h, taliscamento com conferência de espessura de gesso e kit de material por pavimento com caçamba dedicada e apontamento. Os padrões substituíram as práticas informais que geravam o desperdício.

A2 Quem executa o processo foi treinado no novo padrão (OJT), com registro?

Sim. As equipes de vedação e revestimento foram treinadas nos quatro padrões por OJT (On the Job Training, treinamento no posto de trabalho), com lista de presença assinada e arquivada na Qualidade da obra, e os empreiteiros assinaram os contratos renegociados já com meta de resíduo. Equipe nova que entra no canteiro só assume posto depois do treinamento no padrão, com registro.

A3 Qual controle garante que o resultado se mantém?

O item de controle m³/m² é acompanhado semanalmente em carta de controle simples (linha central 0,127, limites 0,145 e 0,110), estratificado por categoria, com vigilância nos pontos-chave: 100% dos pedidos por quantitativo, sobra de argamassa ≤ 0,3 m³ por pavimento, gesso ≤ 6 mm e segregação ≥ 90%. O plano de reação tem 4 gatilhos — ponto acima de 0,145 exige contenção em 24h com bloqueio de pedidos por estimativa; 7 semanas acima de 0,127 disparam diagnóstico; desvio de padrão é tratado no dia; mudança de fase da obra aciona revisão preventiva. A dona é Renata Sales, gerente da obra, desde 31/07/2026, com o indicador no ritual mensal de obras e no painel ESG do grupo.

A4 Quais problemas remanescentes ficaram — e qual o próximo ataque?

Remanescentes mapeados no próprio Pareto: madeira de forma (149 m³, 12% do volume) e a categoria “outros” (111 m³, 9%), que não foram atacadas neste giro. O próximo ataque já tem alvo — a madeira de forma, próxima maior categoria — e a replicação está contratada: a torre 3 do Vista Serra nasce com paginação executiva e silo de argamassa estabilizada, e a obra Parque das Águas (SP) recebe o pacote completo em set/2026.

A5 Qual o balanço do aprendizado — sobre o problema e sobre o método?

Sobre o problema: colocar o quantitativo de projeto no pedido, paginar antes de executar e medir o resíduo por pavimento — três práticas simples que valem para qualquer obra do grupo. Sobre o método: a lição maior foi a régua e a prova. Corrigir a medição antes de fechar a baseline (18% de divergência) e medir as causas no Genba nos livrou de culpar as equipes por um problema que era de método — a hipótese da “indisciplina” caiu diante dos dados. Tudo registrado no book de melhoria contínua e na trilha de formação de novos líderes.

Resultado do projeto

Com três causas fundamentais comprovadas por medição no Genba e bloqueadas na origem, a geração de resíduos da torre 2 caiu de 0,182 para um patamar estável de 0,125 m³/m² (queda de 31%, últimos pontos em 0,121–0,122), superando a meta de 0,13 e sem nenhum retorno ao patamar antigo. O ganho validado é de cerca de R$ 610 mil/ano entre material que deixou de virar entulho e destinação evitada, além do avanço rumo ao Compromisso ESG 2028 do grupo. O padrão virou POP no canteiro e já está em replicação na torre 3 e na obra Parque das Águas.

Ver o Relatório MASP fechado deste projeto o QC Story completo — problema, causa, bloqueio e padrão contados etapa a etapa: é o que a Academia espera do seu projeto

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