Ex.: "Desperdício de 1.769 canudos de doce de leite por semana (2,1% da produção) na linha de fritura da fábrica, desde janeiro." — repare: nada de "por causa das bandejas" nem "precisamos comprar X". Enunciado com causa embutida mata a análise antes de começar.
Ex.: perda estável entre 1.600 e 1.900 canudos/semana nas últimas 20 semanas — problema crônico, não pico isolado; nunca foi atacado com método, só com "mais atenção"
Ex.: R$ 587/semana em produto perdido (≈ R$ 30,5 mil/ano) + 2 h/semana de retrabalho de limpeza da fritadeira. Ganho possível: recuperar até 80% disso atacando a fatia principal
| Item de controle (indicador) | Unidade | Como é medido (fonte, frequência, responsável) | Linha de referência (valor atual) |
|---|---|---|---|
| Ex.: canudos perdidos por semana | un/semana | Ex.: contagem diária na folha de verificação da fritura, consolidada toda sexta pelo líder | 1.769 (média das últimas 8 semanas) |
| Ex.: perda em R$ por semana | R$/semana | Ex.: canudos perdidos × custo unitário, apurado pelo financeiro | R$ 587 |
| Objetivo (verbo + item de controle) | Valor (de → para) | Prazo |
|---|---|---|
| Ex.: reduzir a perda semanal de canudos na linha de fritura | de R$ 587 para ≤ R$ 176/semana (−70%) | 30/nov/2026 |
"Um problema bem definido é um problema meio solucionado." No vocabulário Falconi, problema é resultado indesejável de um processo — a diferença entre a situação atual e a meta. "Qualidade ruim na produção" reprova; "perda de R$ 587/semana em canudos perfurados na fritura, desde janeiro" aprova. Se a linha de referência ainda é chute, meça uma ou duas semanas com a Folha de Verificação (P03) antes de assinar a meta.